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Por muito tempo em muitos dias, essa agonia sufocada. Por vários minutos do dia, sereno nos atos e labaredas nos olhos. Por algumas horas na noite, suor e olhos abertos. E o que é essa droga que eu injeto em mim quando me cobro os meus atos? Por tantas vezes, as mãos com as tarefas paradas, os olhos em nada e a alma perdida longe. Por raros momentos, sorrisos tão alegres que extasia todo o ser e contagia a pouca multidão de gente que está ao redor. Quanto querer estar melhor... Quanto desejo de ser melhor... Quantos enganos. Tão poucos acertos. Tudo muito superficial... Onde está minha capacidade de concentração que eu sempre tive? O que é daquela curiosidade que me ensinou a fazer quase tudo sozinho, desde ler e escrever a tocar um pouco de violão? Onde está essa droga de "ser eu mesmo" que eu preciso agora? Onde é que eu coloquei todo aquele aprendizado que me custou sangue e lágrimas em peleja comigo mesmo no 5º círculo do Inferno, quando pra lá desci em busca da minha parte de eu que lá havia abondonado? E subi. De volta à luz. Vivi. Aconselhei... Esclareci. Amei...
O que resta de mim dentro dessa agonia? O que é o chamado eu quando queimo e ardo em vergonha e arrependimento? Cá está o que resta de mim... Soprado pelo vento da rejeição de mim mesmo. Vencido por aquele que tornara ao Inferno. Pêgo de surpresa, à traição pela parte de mim que age e luta. Não mais tolero, só obedeço. Eis o tempo tomando conta de mim, aprisionando-me em minutos incessantes. Inútil resistir ao braço do medo. Inútil galgar o monte da coragem, quando se tem embainhado apenas o desespero! O que é de mim, meu Deus?... O que é de mim?...
E onde estão os momentos prometidos pela minha esperança? O que é que estou fazendo neste palco de representações, lutando com destinos e vontades, tentando me manter em pé, caindo, levantando, defendendo. Pouco atacando. O que faço neste campo de pó, terra batida, sangrando, de joelhos, esperando o que vem por próximo?
Quem sou eu, alma presa ao corpo, neste espaço de tempo a que os homens chamam de EXISTÊNCIA?
Psycografado por:
PsycoReal às 11h05
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| Divulgue essa loucura |
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Ariel Sharon está com um pé na cova. Discute-se muito quem vai sucedê-lo. O que é Israel, não?... O álcool combustível está caro pra chuchu!!! Começo a pegar a calculadora pra ver se não é hora de comprar um carro a gasolina. O álcool sempre sofreu altos e baixos. Mais baixos que altos, pra falar a verdade. Preparem-se para mais uma emocionante, engraçada e curiosíssima corrida eleitoral. Já vi esse filme algumas vezes antes... A gente sempre passa nervoso até o resultado das urnas. Às vezes, como em 2002 pra mim, a gente chega mesmo a quase ter um parto depois os resultados. Mas vale a pena. A gente dá boas risadas no horário eleitoral.
Mas... saca o que é a ESPERA? Espera mesmo, não o "aguardo". Aguardar é quando você sabe que o que está para acontecer, acontecerá dentro em breve. Mas "esperar" é diferente. É quando você não tem idéia de quando o que você espera irá acontecer. Lá vou eu pra minha espera... Continuo esperando. Roendo unhas. Pensando. Perdendo sono. Correndo atrás do próprio rabo...
Quando você chegar de novo, venha e me dê "bom dia". A suavidade da sua presença vai tornar melhor minha apática existência. Vem que quero te contar o que eu vi e dizer quando eu também vou chegar. A gente sorri e fala o que foi que aconteceu. A gente conta as coisas e se prepara para um mundo de coisas novas a cada frase. Podemos, ainda, tentar resolver os problemas do mundo. Sem sucesso, claro. Mas nos exercitando a mente e olhando, de quando em quando, as pestanas de um e de outro, só pra ver a cara que fazemos quando divagamos. Ainda que eu não chegue a nenhuma conclusão, nunca, vale-me ver sua expressão de preocupada e seu olhar de "deixe-me ver...". Vale-me tudo a tua presença. Penso que poucas vezes penso nisso.
Quando você chegar de novo, venha e me dê um bom dia. Vem e faz florescer primavera no meu outono...
..."você não vai, não vou também; se vai ficar, estou aqui; - não vou deixar escapar, não vou deixar você me escapar!..." <br> Um Dia, Um Ladrão - Pato Fu
Psycografado por:
PsycoReal às 12h49
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